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sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

JOÃO GUIMARÃES ROSA - FRASE

 "Tudo o que já foi, é o começo do que vai vir." 

(João Guimarães Rosa no Grande Sertão: Veredas)


Ft. Facebook: Marilda Milanese

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Recado

de repente
algumas pessoas
se perverteram
tiraram a graça
de um mundo
que poderia ficar
melhor

mesmo assim
continuo a enxergar
a beleza dos corpos
a espontaneidade
dos sorrisos
a vida ingênua
que se insinua

medo e terror
não vão calar
meu discernimento
de ver um caminho novo
a se abrir

#saltosnotempocomum
15.01.2019

sábado, 18 de março de 2017

Aceitação

teu silêncio
é uma forma de expressão?
é uma forma de viver?
é uma forma de ser?

serei parte desse silêncio?
poderei saber?

me anima pensar
que possa ser!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Suspiros

tu me fazes
faltar o ar
quando meu peito
preenchido  de suspiros
se estufa por te esperar

Sobre as águas

tu não te despes
de tuas defesas e calços
que te sustentam

talvez, quando perceberes
que todo chão é movediço
calçados ou não

caminharás até...
de margem à margem
para os meus braços

sábado, 4 de março de 2017

Beijo dos sonhos

tenho sonhado
com passos de dança

aqueles que levam a gente
de um canto a outro
do corredor pra sala
da sala pro quarto

tenho sonhado
com passos de dança

aqueles que abraçados
ou soltos
nos alegram e se transformam
em sorrisos fáceis a escorrer
por nossas bocas

que num segundo depois
se juntam

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Encontros

O início de um relacionamento afetivo é semelhante o plantar de uma semente. Espera-se que um filete verde de broto germine com o tempo na certeza de que uma potência interior o tornará uma planta bonita e saudável. Mas quando você percebe que o início dessa relação começa de forma errada, a impressão que fica é de que não cuidamos da germinação do jeito que deveria. A sensação é parecida a de um vento que sopra sobre um solo, secando-o de uma tal forma, que impossibilita qualquer desenvolvimento do que poderia ser uma bela árvore.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Calmaria

na ausência
do vento
o lago
faz-se espelho

árvores floridas
refletidas
gabam-se
aos quatro céus

beleza
de cenário
sem igual 

Estrada do Pedroso - Santo André - SP - Brasil - 2017.02.24

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Viver!

           (ao André)

maravilha
existir
e sentir
e pensar
e fazer

enfim...

VIVER!!!!!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Carta-mensagem

                    (à Mirian)

numa caixa
guardou-se o mar
recortado em papel
azul oceano

ondas a fluir...

mergulhada à deriva
uma garrafa transparente...

nela, uma carta-poema
falando de amizade

uma amizade resgatada
de um tempo-eter
imensurável

mágico tempo
da alquimia universal
que tudo reencontra
: amor-amigo-irmão


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dúvida

o moço da janela
me sorriu

sorriu
como uma criança
sorriria para um desconhecido

será que sorriu para mim?
ou estava perdido em devaneios?

Confissão

meus poemas:
diário íntimo
de dores
abrandadas

sábado, 19 de março de 2016

Quatro estações

                                      (para Lucas Bronzatto)

mais um verão se apaga
na iminência de um outono
negro

sombras de retrocesso
se confundem
em danças organizadas
disfarçadas
marcadas
em celebração

outono
negro

já li nos livros
vi meu pai chorando
certa noite incrédula
vi medo
vi paredes em ruínas
pichadas

no país de sabores e cores
aguardo
redesenhando minha esperança
no desfecho
das questões de polos

polos desejosos por grana
polos desejosos por sol

que posso diante de exceções
de poderes distintos
instituídos
que salvaguardam
direitos podres?

no inverno do meu ser
não forçarei meu grito
ele é acanhado, é fraco
jazo perplexo na apatia
mas faço destes versos
rebeldia

que a força dos meus versos
nos inquietos caminhos
que transito
possam se transformar
num grito
que uma nova
primavera
de Praga
renasça

que se redesenhem
rumos
planos
caminhos

que o verão resista
insista!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Solidão



                                                     Uma fenda
                                                     Folhas
                                                     Na solidão!