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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O PULO

Procrastinar, que é transferir para outro dia aquilo que poderia ser feito hoje, parece ser uma ação de fuga usada por várias pessoas, que não perceberam, ou não se deram conta de que a vida pode parar neste exato momento.

Alexander Lowen em seu livro: “Medo da vida” argumenta que essas pessoas são aquelas que têm medo da morte. Isso é muito real para muitas pessoas, contudo, de nada adianta o medo, quando sabemos que um dia isso irá acontecer inevitavelmente.           

As pessoas que já incorporaram essa ideia vivem melhores do que aquelas que ainda não aceitaram as regras do jogo da existência.

Adiar decisões, por medo do que será de si, é o mesmo que viver morrendo todos os dias.

Maria Moura, personagem principal do Romance: “Memorial de Maria Moura” de Rachel de Queiroz, diz uma frase que alivia as pessoas que resolveram decidir por um novo caminho: “Vou lá de qualquer jeito. Se tiver que morrer... Morro e pronto. Mas se eu não for, morrerei muito mais”.

Assim, todo indivíduo que decide fazer algo para si, ou seja, decide tomar uma decisão difícil, sabe também que em toda escolha está implícito a ideia da morte, pois quando se assume esta decisão verdadeiramente, algo morre dentro da pessoa, algo se perde nunca só se ganha.

Adiar decisões, por medo do que será de si, é o mesmo que ser refém de algo que não controlamos de forma absoluta, se é que podemos ter o controle absoluto de algo em nossas vidas.


Santo André – 02 de agosto de 2013 – Inverno – 17h30min

sexta-feira, 27 de julho de 2018

# Divagação


tenho sentido que a vida tem me espremido para que eu solte tudo de ruim que há em  mim. meus medos. meus vacilos. minha covardia. tenho visto que a vida me quer mais leve. mais criativo. melhor. isso é muito forte em mim!

27.07.2018

Quase próximo ao Eclipse mais longo do século XXI



quarta-feira, 25 de julho de 2018

#Divagação

Na Quitandinha, perto do Parque onde vou para caminhar, um ex-aluno vira para o seu chefe e diz: "meu professor"... É isso, sempre seremos os professores deles!


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Encontro Inusitado

                                  [para a Maristela Rocha]

o tempo comum
que separa corpos
também os trazem
de volta

um chamado
um encontro
um abraço

livre-espaço
da poesia

(poemas entre pessoas de letras)

emoção
sedução
atração!?

pra onde?

passos conjuntos
num caminho combinado

vento
poeira
semáforos

"Original"

puro prazer...

lembranças revisitadas
olhares silenciosos
palavras cuidadosas...

confissões
intenções
entrelinhas...

pra onde?

trilhos...

espaços trocados!

satisfação
no estar junto
lado a lado 
colados
ao apreciar imagens
"Divinas"

de(vida)mente
montadas
das memórias 
da coragem
do viver o (Diferente)

no final 
no prolongamento 
do tempo
palavras não faladas
criaram sentidos...

todo chamado (Inusitado)

é amor


Ivan Leite
8.9.2017

#SaltosNoTempoComum

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Fronteira

existimos
jogados
na malha do tempo

(ad infinitum)

a consciência disso
é só um detalhe
de Deus

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Detalhe


                                    me bate
                                    uma dúvida:

                                    o momento exige
                                    um olhar
                                    mais aberto

                                    o tudo,
                                    mais amplo,
                                    é bem mais complexo

                                    olhar o mais perto
                                    me deixa disperso?

sábado, 20 de agosto de 2016

Caixa*

no fundo
a certeza
que sabemos
que nada sabemos

o vazio

que é o ar da caixa
é o silêncio
das respostas

*(inspirado por Maysa e Mariana - Clipe2016)

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Arrepios

o tempo comum
não retorna...
é um rio

os saltos, sim...
voltam em imagens
delicadamente doloridas

que inundam o ser
num arrepiar de pelos
no corpo inteiro

fortes
emocionantes

não tem como fugir

domingo, 14 de agosto de 2016

No dia dos pais

Tem vezes que as pessoas nos veem na rua, acho interessante essa sensação. Quando é criança, nos cumprimentam do nada, dizem olá, às vezes sorriem. Hoje um me viu no ônibus. Sentava no primeiro banco junto à sua mãe e comia um lanche. Olhou e me seguiu com um olhar atento. Durante o percurso, permaneceu sentado. Quando eu ia descer, passou a catraca e caminhou pelo corredor em minha direção, quando chegou mais perto, percebi que estava sem camisa, chinelinhos de dedo e pés avermelhados de terra. Ao me alcançar próximo à porta de saída, sentou no banco ao meu lado, virou sua carona rosada para mim, deu mais uma boa olhada, abriu um sorriso enorme e disse bem alto: Feliz dia dos pais.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Colheita
















as palavras
não brotam fáceis
para mim

são implacáveis
têm vida própria
fazem jogo

(impaciente)

aguardo
o tempo delas

(maduras)

colho-as
devagar

Ivan Leite – 8.8.16


sábado, 6 de agosto de 2016

Haikai - II - Luz Solar




                               Manhã, luz solar.
                               Folhas a brotar.
                               Matinal verdejar.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Um homem feito criança

Quando a parte criança de um homem adulto resolve agir, ele atravessa uma avenida em movimento, quase é atropelado, sobe em uma grade, pega uma goiaba madurinha, morde-a e volta, correndo e feliz, para o mesmo local que havia saído; sob os olhares dos mais próximos.

sexta-feira, 15 de julho de 2016